MAUS TRATOS AOS ANIMAIS


MAUS TRATOS AOS ANIMAIS-qualquer cidadão pode fazer a denuncia: CRMV- Unidade Regional do Sul de Minas Gerais. Delegado Dr. Marden. 35/ 3221-5673. Horário: 8 ao meio dia, 13 até 17 h. E-mail: crmvmg.suldeminas@crmvmg.gov.br

terça-feira, 30 de julho de 2013

Férias!



Quando eu chego a tirar 30 dias de férias é porque estou precisando muuuito! E dessa vez sem viagens, sem correrias, só vadiagem mesmo. Só descanso, que eu mereço! 
Mas não é por isso que fico alienada ao que acontece no país e no mundo, não! Eu leio as principais notícias e por piores que sejam, não me surpreendem mais. 
O Papa no Brasil mostrou uma atitude mais humana, talvez iniciada lá atrás com o Papa João Paulo (era muito simpático), porém hoje bem mais humana, mais próxima do rebanho, afinal ele não é o pastor dessas ovelhas que ultimamente andam tão desgarradas? Pois é, mas mesmo o Papa, se visse o que vimos nas ruas, se surpreenderia! Mulheres, que se intitulam "vadias", se masturbando com imagens de santos, quebrando e fazendo todo tipo de insanidades! O mundo realmente "já foi melhorzinho"! Sem comentários! Ainda bem que pouparam o Papa desse tipo de grosseria! Ah! E os telespectadores também, afinal nem os repórteres tiveram estômago para perder tempo com uma canalhice dessas!
Parabéns aos jovens manifestantes que,  na lei,  se fizeram ouvir e que continuem fazendo suas reenvidicações. O resto é o resto e não merece mais minhas considerações!
Parabéns aos brasileiros, que mesmo com tantas adversidades, tanta falta de moradia, salários dignos, transporte etc, mesmo assim,  souberam receber o Papa com tanto carinho e dignidade! Parabéns!
Agora deixe-me retornar a minha vadiagem!  Tá bom demais!


MP

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Atitudes que fazem a diferença II - coisas que ninguém vê


Eu voltava para casa depois de um dia exaustivo de trabalho quando deparei-me com uma cena que me deixou paralisada:

 Uma criança de um aninho mais ou menos, saiu de dentro de uma padaria, desceu a calçada e atravessou a rua, por sinal, movimentadíssima naquele horário. Ao chegar do outro lado chamou "mamãe" e se virou, pretendendo atravessar de volta até o ponto de onde saíra. Só que, dessa vez, a rua tinha muitos carros passando, foi uma gritaria geral. Imediatamente, o carro que passava o lado desse bebê, PAROU, bloqueando o seu caminho. O menino ficou ali, acuado, entre o meio fio e o carro, enquanto o motorista e algumas pessoas que passavam gritavam: "MAMÃE! CADÊ VOCÊ? OH MÃE DESNATURADA! CADÊ VOCÊ?" 
Imediatamente surgiu uma mulher, de dentro da padaria, correndo feito louca entre os carros, até ele. Pegou-o pela mãozinha e saiu rua afora. Nem se preocupou com as pessoas ou carros que pararam com o ocorrido. Sumiu pela noite...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Atitudes que fazem a diferença I - coisas que ninguém vê

"O café pendente"
"Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em una mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes".
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”?
E me dizem:
- Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três advogados e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum "café pendente"?
Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo." Dica do Julio Fontes do Coletividade
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Sinceramente, acho muito louvável essa atitude e acredito que o caminho é esse mesmo, porém, será que aqui no Brasil isso funciona? Os comerciantes brasileiros estão mais preocupados em "não espantar a freguesia" e uma pessoa das ruas, suja, não será bem vista por eles. Estou errada? Eu costumava ver pessoas carentes perto das lanchonetes e restaurantes em São Paulo e a preocupação do dono do local era sempre a mesma: que não entrassem. Lembro uma vez que ia deixar um lanche pago para um menino que me olhava e o atendente não aceitou. Se eu quisesse comprar e levar para ele comer lá fora tudo bem, caso contrário podia esquecer. Isso é Brasil!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O pão - Coisas que ninguém vê

Hoje ao sair de casa deparei-me com uma cena que vou lembrar por muito tempo. Eu havia tirado o lixo e quando olhei, um senhor mal vestido, com aparência bem humilde, remexia nos pacotes, procurando algo. A princípio fiquei irritada, todos os dias os catadores de latas e garrafas de plástico abrem o meu lixo e não fecham direito. Aí, os cachorros da rua abrem, fuçam a procura de comida e quando eu chego para almoçar esta tudo uma zona. Sacos, cascas, papéis higiênicos largados etc.
Eu ia dizer que fechasse depois de fuçar, quando ouvi ele reclamar:
__Droga! Nenhum pãozinho, bolacha, nada...
__Está procurando comida no lixo? Eu perguntei.
__Ah! Sim. Mas não é para mim não dona, é para os passarinhos lá da pracinha. Todos os dias eu levo um pão e esfarelo pra eles.
A praça era a dois quarterões de onde estávamos. Ele continuou:
__Quando tenho em casa eu levo. Mas na maioria das vezes eu acho no lixo. O problema é que vou chegar lá e todos já estão esperando, a praça fica coalhada deles, faço isso todos os dias, já acostumaram.
Eu até esqueci o que ia dizer inicialmente. Dei bom dia e saí apressada, estava atrasada. 
Agora já estou até conformada. Se tiver tudo espalhado eu varro. Ah, vou lembrar também de deixar um pão bem a vista amanhã quando tirar o lixo. 
Bem, por quanto tempo não sei, afinal minha memória não anda lá essas coisas...

Sobrevivência - Coisas que ninguém vê

Há algum tempo já, eu percorria o caminho de casa para o trabalho, eram 8 da manhã de uma segunda-feira brava, daquelas que dá vontade de ficar em casa, quando passei pela padaria e vi algo curioso: Uma gari varrendo um espaço em frente ao comércio, onde ficavam as mesinhas dos clientes sentarem para tomar seu café. Uma gari, uniformizada, varrendo a padaria? Estava bem claro que era horário de trabalho, pois na rua,  estacionado, estava seu carrinho de mão e mochila, padronizados, iguais a todos que trabalham na Prefeitura. Meu primeiro pensamento foi "Ela é maluca? Fazendo um serviço particular bem no horário do serviço... Conheço muitas pessoas que teriam satisfação em pegar um telefone e denunciar ao órgão competente".

Continuei olhando enquanto ela recolhia o lixo com uma pá. Ficou bem limpinho, ela era caprichosa! Ela colocou a vassoura no carrinho e saiu. Foi quando a moça da padaria gritou seu nome e ela voltou.
__O combinado... 
Entregou uma sacolinha onda dava para ver um pacote de pães e um saquinho de leite. Ela agradeceu e saiu rua a fora.
Era seu café da manhã? Provavelmente! O dela e de sua família, afinal o salário dos garis não anda lá essas coisas.
E eu com preguiça por ser segunda-feira...

Denuncia - Coisas que ninguém vê

Outro dia eu voltava para casa depois de um exaustivo dia de trabalho e, por coincidência,  horário de saída escolar, por isso a rua estava cheia de crianças, umas correndo, outras rindo e se divertindo, como todas fazem quando estão em grupos e felizes. Ao olhar um pouco mais adiante percebi três caminhões, dois estacionados e um manobrando na rua estreita. Também uma empilhadeira se movimentava de lá para cá bem no meio da rua. Foi daí que percebi que ali, bem na esquina, numa espécie de garagem, funcionava uma daquelas fabriquetas de fundo de quintal. Uma fábrica em plena cidade, em meio aos moradores, transitando uma empilhadeira em espaço público, trazendo perigo a todas aquelas crianças. Com certeza era ilegal! 
Os pais daqueles meninos e meninas estavam em casa, tranquilos, achando que os filhos estavam seguros no caminho tão curto da volta pra casa... Deu uma vontade louca de denunciar, saber mais, quem permitiria algo assim? A ganância faz as pessoas se aventurarem por caminhos sem volta. Se uma criança morre atropelada ali, com certeza geraria um processo, alguém teria que indenizar a família, a fábrica seria fechada, mas...E a vida perdida? E a tristeza dos pais?
Foi aí que percebi uma senhora, vizinha da tal fabriqueta, com um pequeno celular nas mãos. Ela fotografava tudo, a empilhadeira de lá para cá, a rua e as crianças se afastando daquele caminhão que dava marcha ré e todo o movimento. 
Passei a acreditar que tinha gente boa no mundo. Uma pessoa que agia rapidamente para que tragédias fossem evitadas. Se teria resultado a sua denúncia eu não sei...Só o tempo dirá. 
Eu particularmente ando muito pessimista quanto a justiça nesse país. Mas vamos confiar...

EPTV SUL DE MINAS